O gigante das águas: Bioparque Pantanal é referência mundial
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Além do turismo, bioparque atua diretamente na proteção da vida aquática
Governo de MS
O Bioparque Pantanal completou quatro anos de funcionamento neste sábado (28) e já se tornou um dos principais pontos turísticos de Mato Grosso do Sul. Considerado o maior aquário de água doce do mundo, o espaço tem chamado atenção não só pelo tamanho, mas também pelo trabalho com preservação ambiental, pesquisa e educação.
Desde a inauguração, mais de 1,5 milhão de pessoas passaram pelo local. Entre os visitantes, há turistas de mais de 140 países, o que mostra que o bioparque virou uma vitrine internacional da biodiversidade do Pantanal.
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Um dos destaques é o reconhecimento internacional na área ambiental. O empreendimento recebeu o selo ouro de sustentabilidade da organização Green Destinations, que avalia práticas como economia de água, uso consciente de energia, inclusão social e destinação correta de resíduos.
Além do turismo, o espaço também tem papel importante na conservação de espécies. Hoje, o bioparque mantém o maior banco genético vivo de água doce do mundo e já conseguiu reproduzir mais de 100 espécies de peixes, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o cascudo-viola. Esse trabalho ajuda a preservar a diversidade dos rios e aumentar as chances de sobrevivência dessas espécies no futuro.
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Na área da educação, o impacto também é grande. Mais de 130 mil estudantes já participaram de visitas e atividades educativas no local. As ações buscam ensinar, de forma prática, sobre meio ambiente, sustentabilidade e a importância de cuidar dos recursos naturais.
O espaço também vem ganhando destaque no meio científico. Em maio, o bioparque será sede do congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), considerado o maior evento do setor no país. Além disso, o local já recebeu encontros internacionais, como um evento da COP15 voltado para peixes migratórios de água doce, reunindo especialistas de vários países.
Parcerias com universidades e centros de pesquisa também fazem parte da rotina do bioparque. Esses trabalhos ajudam no desenvolvimento de estudos sobre a biodiversidade aquática, principalmente do Pantanal, e contribuem para novas estratégias de preservação.
Outro reconhecimento veio do público: o bioparque foi apontado pelo Google como o aquário com a melhor avaliação entre visitantes, tanto no Brasil quanto no mundo.
Para a diretora-geral do espaço, Maria Fernanda Balestieri, os resultados mostram que o trabalho está no caminho certo. Segundo ela, o bioparque vai além do turismo e tem ajudado a aproximar as pessoas da ciência e da preservação ambiental.
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