Justiça mantém presos 9 suspeitos investigados por fraude de R$27 milhões em compra de livros em MS
08/07/2026
(Foto: Reprodução) Investigação apura fraudes de R$ 27 milhões na compra de livros e desvios na saúde
Nove suspeitos por fraudes de R$ 27 milhões na compra de livros em Mato Grosso do Sul passaram por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8), em Campo Grande, vão continuar presos. Ao todo, 12 pessoas foram presas na Operação Gutenberg, que investiga o esquema criminoso.
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Os suspeitos que continuam presos são:
Paulo Rogério de Melo
Douglas Henrique de Melo
Francisco Anizio dos Santos
Matheus Oliveira Peixoto -
Felipe Paroschi Jafar
Olívia Paroschi Jafar
Ed Carlo Britto Burgatt
Gabriel Taquino de Paula
Joatan Gomes Peixoto
Os investigados Jéssyca Duarte Burgatt, Rossana Paroschi Jafar e Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior não estavam previstos no sistema do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para passar por audiência de custódia. A previsão é de que a audiência dos três deve ocorrer na quinta-feira (9).
O que dizem as defesas?
A defesa de Francisco Anizio dos Santos, Ed Carlo Britto Burgatt, Gabriel Taquino de Paula, Matheus Oliveira Peixoto e Joatan Gomes Peixoto disse que ainda não teve acesso aos autos.
O g1 não localizou até a última atualização desta reportagem as defesas de Paulo Rogério de Melo, Douglas Henrique de Melo, Felipe Paroschi Jafar, Olívia Paroschi Jafar, Jéssyca Duarte Burgatt e Rossana Paroschi Jafar.
A defesa de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior disse que ainda não teve acesso à íntegra do processo e "tampouco aos fundamentos da decisão, motivo pelo qual qualquer manifestação seria prematura. Tão logo tenha conhecimento dos autos, a defesa se pronunciará pelas vias adequadas".
A investigação
Os suspeitos foram preso Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS) nessa terça-feira (7).
Servidores da área da saúde teriam condicionado a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à compra de livros vendidos pelo grupo criminoso, segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela Operação Gutenberg.
Conforme a investigação, o grupo é suspeito de fraudar contratos públicos para a compra de livros e movimentar mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. Entre os investigados presos estão um ex-prefeito, uma médica, advogados, empresários, servidores públicos e familiares.
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Esquema movimentou mais de R$ 27 milhões
Segundo o MPMS, o grupo contava com a participação de servidores públicos para direcionar contratações sem licitação destinadas à compra de livros paradidáticos. Na casa de um dos investigados, foram apreendidos R$ 69.795 e US$ 907.
As investigações apontam que os contratos sob suspeita somam mais de R$ 27 milhões. Conforme o Ministério Público, o dinheiro era distribuído entre integrantes da organização, servidores públicos e pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos.
A investigação também indica que servidores da área da saúde condicionavam a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à compra de livros vendidos pelo grupo. Segundo o MPMS, a organização continuava em atividade e mantinha contratos em diversos municípios.
A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros. A escolha, conforme o órgão, está relacionada ao uso dos livros para dar aparência de legalidade ao esquema investigado.
Da direita para a esquerda Gabriel Taquino de Paula , Paulo e Douglas de Melo, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, na fileira de cima. Ed Carlo Britto Burgatt, Olívia Jafar e Rossana Paroschi Jafar na fileira de baixo.
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