Ex-prefeito Alcides Bernal vira réu por homicídio qualificado pela morte de servidor
16/04/2026
(Foto: Reprodução) Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal se entrega após matar homem em MS
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, passou à condição de réu na Justiça por homicídio qualificado. A decisão foi tomada após o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual.
Com o recebimento da denúncia, Bernal passa a responder formalmente a um processo criminal pela morte do servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.
Nessa fase, a Justiça entende que existem indícios suficientes de que o crime ocorreu e de possível autoria, garantindo ao acusado o direito de defesa.
Entenda o caso
Ex-prfeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e a vítima morta por ele na capital, Roberto Carlos Mazzini
Arquivo g1 e Redes Sociais
Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu dentro de uma casa que pertenceu a Bernal e foi posteriormente comprada pela vítima. As investigações apontam que os dois não tinham relação de amizade e passaram a ter vínculo apenas por causa da negociação do imóvel.
A acusação sustenta que o ex-prefeito teria agido por vingança, por não aceitar a perda da casa. Ainda conforme o MP, o crime foi cometido com agravantes: motivo considerado torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de a vítima ser idosa.
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Outro ponto destacado é que a arma usada estaria com o registro vencido e o porte expirado. O Ministério Público também pede o pagamento de indenização equivalente a 10 salários mínimos.
Decisão da Justiça
Ao aceitar a denúncia, o juiz considerou que ela atende aos requisitos legais e apresenta indícios suficientes de autoria e materialidade do crime.
Com isso, determinou:
A citação de Bernal para apresentar defesa por escrito no prazo de 10 dias;
A atuação da Defensoria Pública, caso o réu não constitua advogado;
A continuidade da coleta de provas, como laudos periciais e documentos;
A organização de depoimentos, imagens e demais elementos do inquérito.
O magistrado também negou o pedido do Ministério Público para ouvir formalmente três testemunhas nessa fase, por entender que isso deveria ter sido feito antes da denúncia, para não prejudicar o direito de defesa.
Situação atual
Bernal segue preso preventivamente. A defesa informou que irá se manifestar dentro do processo.
O caso agora entra na fase de instrução, quando serão analisadas provas, ouvidas testemunhas e apresentados os argumentos de acusação e defesa antes de um possível julgamento.
Casa onde aconteceu crime, em Campo Grande (MS)
José Aparecido/TV Morena
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