Bebê de um mês sequestrada em Campo Grande é encontrada no Paraguai
09/08/2026
(Foto: Reprodução) Ayla Emanuelly desapareceu em Campo Grande.
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A bebê Ayla Emanuelly, de um mês, que estava desaparecida desde quinta-feira (6), em Campo Grande, foi encontrada com vida na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil. Um casal que estava com a criança foi preso. A identidade dos suspeitos ainda não foi divulgada.
As informações foram confirmadas pela Polícia Civil. Segundo as autoridades paraguaias, a bebê está bem.
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Ayla foi levada após a mãe, de 17 anos, ir até a casa de uma mulher que havia oferecido R$ 100 para que a adolescente cuidasse da filha dela. A jovem foi ao local na quinta-feira (6), acompanhada da irmã, de 12 anos, e de Ayla.
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Segundo o relato da mãe, elas foram recebidas pela mulher, que ofereceu água. A adolescente afirmou que não dormiu depois de beber, mas a irmã adormeceu e só acordou por volta das 20h.
Ainda conforme o depoimento, a jovem foi ameaçada e obrigada a entregar a filha. Caso recusasse, ela e a irmã seriam "jogadas em um buraco". A criança foi levada do imóvel.
Polícia acionou autoridades do Paraguai
Conforme informações repassadas ao g1, a Polícia Civil de Ponta Porã foi acionada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) após receber informações de que a mulher que estava com Ayla teria ido para o Paraguai.
O Comando Bipartite, núcleo de integração entre as forças policiais do Brasil e do Paraguai, também foi acionado. Junto com operadores táticos da Diretoria de Polícia de Amambay, a equipe atuou na recuperação da criança e na prisão do casal. A partir da troca de informações, a polícia antissequestro paraguaia conseguiu localizar a residência onde a bebê estava.
Ayla foi encontrada durante a madrugada deste domingo. O casal que estava com a criança foi preso.
Entenda o caso
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da bebê contou à Polícia Militar (PM) que havia conhecido a mulher por meio de um grupo de venda de roupas para crianças.
Depois de conversarem, a mulher teria oferecido R$ 100 para que a adolescente cuidasse da filha dela. A jovem aceitou e foi até o endereço indicado, no Bairro Universitário, acompanhada da irmã e de Ayla.
Ao chegarem ao imóvel, elas foram recebidas pela mulher. De acordo com o relato da mãe de Ayla, havia cerca de 10 homens no local, além da suspeita.
A adolescente afirmou que foi ameaçada e obrigada a entregar a filha. Ela também contou que, caso se recusasse, ela e a irmã seriam "jogadas em um buraco".
As duas irmãs deixaram o imóvel por volta de 1h de sexta-feira (7). O celular da mãe da bebê também foi levado.
No sábado (8), um homem suspeito de envolvimento no caso foi preso. Segundo a polícia, ele teria emprestado a casa para que o imóvel fosse usado como cativeiro. Em nota enviada ao g1, a defesa informou que está tomando conhecimento dos detalhes do caso para comprovar que não há relação direta do cliente com os fatos atribuídos a ele.
Alerta de desaparecimento
Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça, por meio do portal Amber Alert Brasil, emitiu um alerta sobre o desaparecimento de Ayla Emanuelly.
O Amber Alert é um sistema de alertas criado nos Estados Unidos e adotado pelo Brasil para casos de desaparecimento, suspeita de rapto ou sequestro de crianças.
O caso é investigado pela DEPCA.
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